
O patamar da Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, exerce influência relevante sobre o ritmo da atividade econômica brasileira. Em cenários de juros mais altos, o acesso ao crédito fica mais restrito, gerando desafios às indústrias.
Já quando a taxa Selic está em queda, a política monetária do país tende a entrar em um período expansionista, o que costuma melhorar as condições de crédito. Compreender esses diferentes cenários econômicos e as possibilidades financeiras das indústrias é essencial para montar e otimizar o planejamento financeiro corporativo.
Neste artigo, você entenderá mais sobre o funcionamento dos juros no Brasil, como a Selic em alta impacta a indústria e quais podem ser as soluções de crédito adequadas. Confira!
Como taxa básica de juros da economia, a Selic é o principal fator para determinar o custo do crédito no mercado, tanto para pessoas quanto para empresas. A sua definição é uma responsabilidade do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
O grupo costuma se reunir a cada 45 dias para avaliar o cenário econômico do país, o ambiente internacional e as metas de inflação para decidir pela elevação, corte ou manutenção dos juros. Como visto, quando a Selic sobe, o custo do capital aumenta e os bancos ajustam suas ofertas de crédito.
Vale saber que a taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Se o avanço dos preços se intensifica e começa a sair da meta, a tendência é que o Copom eleve os juros para esfriar a atividade econômica e, assim, conter os preços.
Em cenários de juros altos, as indústrias sentem os impactos no seu planejamento financeiro. Linhas de capital de giro, crédito para compra de insumos e operações para financiar a produção ficam mais caras, exigindo ajustes no orçamento.
Além do custo maior, os bancos costumam adotar critérios mais rígidos de análise de risco. Com isso, muitas indústrias enfrentam dificuldades para renovar limites ou acessar novas linhas de empréstimo, mesmo quando apresentam demanda estável. Portanto, o crédito se torna mais seletivo e menos disponível.
Todo esse contexto pressiona o planejamento de curto e médio prazo. Afinal, projetos de expansão, modernização de máquinas ou abertura de novas unidades tendem a ser adiados devido ao custo financeiro elevado. A indústria passa a operar com foco maior em eficiência e redução de despesas.
Há impacto também na dinâmica da cadeia produtiva. Empresas que dependem de longos ciclos de produção encontram mais dificuldade para sustentar estoques, o que pode gerar atrasos e perda de competitividade.
Mesmo com a taxa Selic em alta e o crédito com acesso mais restrito, há possibilidades para as indústrias aumentarem a sua liquidez, como a antecipação de recebíveis. Como o nome adianta, ela consiste no adiantamento de uma receita futura.
Para entender melhor, imagine uma indústria com diversos direitos creditórios de vendas parceladas. Com a antecipação, em vez de esperar esses pagamentos, ela cede esses direitos creditórios a uma securitizadora para receber o capital imediatamente, com um deságio.
Como a operação envolve recebimentos que entrariam no caixa apenas no futuro, a indústria não assume um endividamento adicional. Não é preciso arcar com parcelas regulares, como ocorre em empréstimos tradicionais.
Como você aprendeu, a alta da Selic, taxa básica de juros, costuma contribuir para um ambiente de crédito mais restrito no setor industrial. Entretanto, mesmo em um cenário de juros mais altos, existem alternativas para manter a competitividade das empresas.
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